Será que a Primeira-dama da República – “Ana Paula dos Santos” é uma mulher feliz?‏

Tendo em conta a realidade social, econômica, política, ideológica e cultural que Angola vive, tendo também em conta o actual posicionamento da família presidencial, custa crer que Ana Paula dos Santos seja uma mulher feliz na verdadeira ascensão da palavra.

Apesar de ela possuir o estatuto de Brigadeira das Forças Armadas Angolanas na reserva e o estatuto de deputada da Assembléia Nacional sem assento no parlamento, embora nunca tenha esgrimido em público uma convicção política sobre o Estado da Nação, custa crer que a nossa irmã (mwangolé de raiz) seja uma mulher feliz ao lado Presidente – José Eduardo dos Santos.

O facto de ela ser esposa de um homem que não é angolano de raiz e que se enriquece com o empobrecimento do povo, que a público tentou justificar a pobreza dos angolanos, mas, nem sequer tentou justificar o enriquecimento dos seus familiares. Um homem poderoso, arrogante e tirano, que humilhou os irmãos angolanos da Primeira-dama no seu discurso.

Um homem infiel, que tem filhos com mais de cinco mulheres diferentes. De entre elas destacam-se, a Soviética – Tatiana Kukanova (a Mãe da milionária Isabel dos Santos), a dona Maria Luisa Abrantes (Mãe de José Paulino dos Santos “Zedú ou Corean Dú” e da Welwicthia dos Santos “Tchizé”), a dona Filomena de Sousa (Mãe de José Filomeno de Sousa dos Santos “Zanú”). Também sabemos que o presidente polígamo tem filhos com a Francisca do Espírito Santo, Ana Cassoma e tantas outras, sem descartar o famoso caso Roberta Miranda, pois não há fumo sem fogo. Será que a nossa irmã Ana Paula dos Santos é feliz ao lado de um homem infiel e reprodutor que, distribui filhos a qualquer rabo de saia que lhe aparece em frente?

Será que ela é feliz ao lado de um homem que tirou a liberdade dos seus irmãos escolherem um presidente?

Será que é feliz ao lado de um homem que criou uma constituição que dizem ser sui generis, mas que na verdade, essa constituição representa um retrocesso à democracia em Angola, uma vez que Ana Paula dos Santos é jurista de formação, onde lhe foi condecorada e outorgada o título de melhor estudante do seu curso, seria útil que a mesma esgrimisse em público, isto é, aos seus irmãos angolanos, o seu parecer ou as sua convicções sobre nova constituição, sendo ela uma acadêmica versada em ciências jurídicas e concomitantemente, uma angolana como nós?

Será que Ana Paula do Santos é uma mulher feliz ao presenciar o enriquecimento ilícito dos seus enteados à custa do sofrimento dos seus irmãos angolanos?

Será que ela é feliz ao ver como é sabotada o dinheiro do erário público para construção de empresas em nome do Estado e posterior privatização, sem qualquer concurso público, como é o caso da Gráfica da Média Nova, Movicel, Belas Shopping, Semba Comunicações, Rede Presilde, Nossos Superes e tantas outras que me fogem na mente?

Será que Ana Paula dos Santos é uma mulher feliz ao ver como vivem os angolanos em Viana, Cazenga, Rangel, Kilamba Kiaxi, Kuando Kubango, Cunene, Bié, em suma em Angola inteira. Ao ver os seus irmãos a viverem sem acesso a água potável, sem energia eléctrica, ruas sem esgotos e com estradas descartáveis?

São inúmeros os problemas que os angolanos irmãos da Ana Paula dos Santos enfrentam, muitos são esquecidos pelo tirano do seu marido, outros nem sequer são lembrados. Pois saibas que muitos dos teus irmãos vivem actualmente pior que no tempo da guerra.

Se me disseres que é uma mulher feliz ao lado do presidente – José Eduardo dos Santos, é porque és cúmplice do seu marido e o dia que precisares de nós, também iremos te dar as costas.

Anônimo dos Santos.

Categorias:Uncategorized

Também se enquadra com a realidade da nossa Angola

Um coelhinho felpudo estava fazendo suas necessidades matinais quando olha para o lado, e vê um enorme urso fazendo o mesmo.
O urso se vira para ele e diz: – Hei, coelhinho, você solta pêlos?
O coelhinho, vaidoso e indignado, respondeu:
– De jeito nenhum, venho de uma linhagem muito boa…
Então o urso pegou o coelhinho e limpou a bunda com ele.

MORAL DA HISTÓRIA:
CUIDADO COM AS RESPOSTAS PRECIPITADAS, PENSE BEM NAS
POSSÍVEIS CONSEQÜÊNCIAS ANTES DE RESPONDER!

No dia seguinte, o leão, ao passar pelo urso diz:
– Aí, hein, seu urso! Com toda essa pinta de bravo, fortão, bombado…!
Te vi ontem, dando o rabo prum coelhinho felpudo.
Já contei pra todo mundo!!!

MORAL DA MORAL:
VOCÊ PODE ATÉ SACANEAR ALGUÉM,MAS LEMBRE-SE QUE SEMPRE EXISTE ALGUÉM MAIS FILHO DA PUTA QUE VOCÊ!

‘O problema de Angola é que, quem elege os governantes
não é o pessoal que lê jornais, mas quem limpa a bunda com ele!’

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As Origens de José Eduardo dos Santos

José Eduardo dos Santos nasceu em São Tome na aldeia de Almeirim onde estudou ate a quarta classe.

Claro que a mãe tem descendência de Guineense, Cabo-verdiana e e São Tomense após ter emigrado para São Tome devido a seca e a fome que se fizeram sentir na ilha.

O pai dele e da família Vandunen. Os Vandunen são originários de escravos porque um Holandês aprofiliou um deles e este polígamo foi multiplicando a família.

Este nome Vandunen vem da escravatura e nao diz nada a cultura Angolana. Eles actuam como mercenários, assassinos e ladroes, eis a razão pela qual o pai do Zé Eduardo ficou envergonhado e retirou o nome Vandunen.

José Eduardo não e engenheiro de petróleos. Ele esta a mentir o povo porque so estudou ate a sexta classe no Salvador Correia.

Posteriormente trabalhou num restaurante e por ter roubado comida, a PIDE queria lhe prender e foi quando ele fugiu para o Congo.

A partir do Congo o Chipenda pôs-lhe num curso profissional de escutas e comunicação financiado pelo KGB e foi por esta razão que o Agostinho Neto pôs-lhe como chefe das comunicações da DISA. Este foi o seu primeiro trabalho após 1975, por isto e que o Agostinho Neto pôs-lhe a cornear o Fracionisno.

Categorias:Polémica

Contas do Zedu em Bancos na Suíça

Pois bem nos tomamos o desafio do Camarada Sempre Presidente Zedu e decidimos apresentar a ponta do iceberg e dar a informação onde esta esse dinheiro.

“Bloqueados 100 milhões de dólares do presidente angolano. Que se passa na banca portuguesa, neste como noutros casos de branqueamento de capitais? Mais recentemente, foram bloqueadas as contas do presidente angolano José Eduardo dos Santos, no montante de $100,000,000 USD de Dólares.

No caso que suscitou este texto, o bloqueamento de 100 milhões de dólares depositados em contas de José Eduardo dos Santos, presidente de Angola há 32 anos, pergunta-se: que fez ele para se tornar o 10º homem mais rico do planeta (segundo a revista Forbes).

Trabalhou em quê para reunir uma fortuna calculada em 19,6 mil milhões de dólares.

Se usou o poder para espoliar as riquezas do povo que governa, deixando-o a viver com menos de dois dólares diários, que devem fazer os países democráticos perante tamanho crime de lesa humanidade.

Olhar para o outro lado, neste caso, não significa colaborar objectivamente com a sobre-exploração indigna do povo angolano e a manutenção de um status quo anti-democrático e corrupto que apenas serve para submeter a esmagadora maioria dos angolanos.

$56,000,000 USD Milhões Dólares em constas Offshore com nome do Zedu

Em Março de 2004 no reporte intitulado Tempo para Transparência a NGO Internacional Global Witness informou publicamente que um Banqueiro Suíço testemunhou que ZEDU tem $56,000,000 milhões de dólares no nome dele em contas Offshore, e publicou documentos que provam com evidencia a existência desse dinheiro e dessas contas presentadas por representantes de Bancos no Luxemburgo que prova que esses milhões de dólares estão la depositados em contas privadas em nome de “Mr. José Eduardo dos Santos de Luanda, Angola”.

Existem ademais outras muitas contas com dinheiro proveniente de negócios escuros e dinheiros de comissões de contratos feitos pelas seguintes companhias Sonangol, Nazaki, Cobalt, Odebrecht, Damer, Portmill, Movicel, etc.

O Banco Espírito Santo é um Banco que esta famosamente associado e esta muito envolvido em lavagem de dinheiro, e dinheiro roubado ao Estado Angolano, e dinheiro de proveniência obscura.

Categorias:Polémica

Zedu faz discurso e insulta Inteligência do Povo Angolano

O Regime falido do JES/MPLA esta a viver os sintomas de um Regime em quebra, o partido dos “Camaradas” como regime caduco, corrupto não merece nenhuma credibilidade e tem Angola num estado de penúria e miséria, que o próprio povo se pergunta a si mesmo ate quando este homem e este regime vai continuar a destruir o pais.

AS ULTIMAS INTIMIDAÇÕES DO REGIME JES/MPLA
Em Benguela, sob patrocínio da OMUNGA, Marcolino Moco, disse que estamos no perigo de uma ditadura, e que foi ameaçado de morte pelo MPLA.
Marcolino Moco fez estas revelações a margem do debate do programa semanal Quinta de Debate, “…a quando da sua convocação no ano passado, na sede principal do Regime em Luanda, os seus colegas disseram-lhe frases como “cuidado com o que aconteceu com Savimbi” e outras como “cuidado com o que aconteceu com o Pinto João [Ex-Director do DIP do MPLA que deixou o partido no poder para criar um partido] que teve de ser o camarada presidente a ajudá-lo no fim”.
Outro caso sucedeu com um jornalista bem conhecido que foi ameaçado por agentes de Regime ao estilo do KGB em Luanda que lhe disseram … “tem cuidado que podem te fazer o mesmo que fizeram com o jornalista Ricardo Melo”.

DISCURSO DO ZEDU
Agora vamos analisar o que o Zedu disse no seu discurso.

ZEDU DISSE: “Quando o Povo, o Partido MPLA e o Governo estão juntos, a vitória está garantida.”

Esta declaração da muito que pensar e quem a ouve ou a lê vai ver que a algo de muito estranho numa declaração deste tipo com essa afirmação, a mim me cheira a fraude a garantia que o MPLA tem em si que soube fazer fraude e intimidação em eleições anteriores e que esta confiante que vai conseguir fazer o mesmo em qualquer próximas eleições. Este é o análise que se pode tirar de tal afirmação.

ZEDU DISSE: “Programa de Governo do MPLA para o período 2013-2017”

Esta afirmação pelo Zedu é também muito preocupante, se as eleições vão ser feitas em 2012 porque o Ignorante e Burro do Zedu se refere ao período 2013-2017. Outra interrogante e’ como vão eles fazer um programa de Governo se não ouve eleições???? Ou sera que já ganharam as eleições??? E as eleições vão ser em 2012 ou em 2012???

Vejamos bem já que o ladrão do Zedu quer fazer eternamente o que o Gbagbo estava a fazer na Costa do Marfim. O Gbagbo “ganhou” as eleições em 2000 ficou la 5 anos no mandato, em 2005 disse que não vai fazer eleições e ficou la ate 2011 ou seja 11 anos. O MPLA quer estar no poder de 1975 a 2017???

ZEDU DISSE: “Diz-se também que no país há corrupção, mas não há país nenhum no mundo em que não há corrupção.”

Esta declaração proferida pela boca do burro do Zedu é muito preocupante. Vejamos o que o Zedu esta a dizer é que a corrupção é algo normal, por tanto que o MPLA siga roubando porque roubo acontece em toda parte. Esta declaração é muito grave vinda de uma pessoa que esta em posição de chefe de estado, sabemos que o Zedu não é Angolano mas roubar o Povo Angolano esta de mais!!! Povo acorda porque o Zedu te esta a roubar!

ZEDU DISSE: “Conhecemos a origem da pobreza em Angola. Não foi o MPLA nem o seu Governo que a criou. Esta é uma pesada herança do colonialismo.”

O Camarada Sempre Presidente cada vez esta mais doido, ou é burro e quer fazer do povo burro. A herança colonial deixou tudo nas mãos do Regime do MPLA, tudo ficou: casas, estradas, pontes, edifícios, fazendas, plantações, escolas, hospitais, aeroportos, portos, maquinas, fabricas, etc… isso constitui herança de miséria?

ZEDU DISSE: “Presidente de Angola tem uma fortuna de vinte biliões de dólares no estrangeiro. Se essa pessoa fosse honesta e séria, devia indicar imediatamente ao Departamento de Inteligência Financeira do Banco Nacional de Angola (BNA) os nomes dos bancos e os números das contas em que esse dinheiro está depositado.”

Categorias:Discurso

O Génio incompetente JEdosS


Companheiros,

Desconheço em absoluto o autor do texto que se segue.
Mas garanto-vos que não perdereis nada se lhe dedicarem 1 ou 2 minutos.
As coisas já não são o que eram.

O génio incompetente

Quando era criança eu amava o presidente José Eduardo. Aos oito anos já era da OPA, mas na altura não percebia nada de política e de como gerir um país. Já havia fome, mas gostava de ver quando ele ia jogar basquetebol no Pavilhão da Cidadela e dominava a bola no centro do campo antes de começar uma partida. Gostava daquela carinha laroca de menino  mimado e ingénuo, que lhe fazia parecer puro. Na altura, aquela imagem e o seu silêncio iludia facilmente a fome que já sentia e me fazia acreditar que o futuro estava seguro nas suas mãos.

Talvez porque o amava quando era criança, quando me tornei homem, e entrei para a JOTA, e comecei a perceber de política e gestão, tive dificuldades em ver nele o ditador que a oposição acusava. Continuei a acreditar que ele era apenas o menino pobre e ingénuo do Sambizanga que lutou, cresceu e se tornou presidente, e que nos ia tirar da pobreza que o colono deixou como herança. Mas hoje, quando lhe ouvi dizer que a culpa da pobreza é do colono, e não do MPLA, para justificar a situação em que estamos, foi como se a venda que tinha nos meus olhos finalmente caiu e me permitiu ver pela primeira vez o Presidente José Eduardo dos Santos, que tanto amava quando era criança.

Hoje percebi que ingénuo era eu, não ele. Ele era um génio incompetente. Sim, só um génio incompetente é capaz de, passados mais de trinta anos a governar, justificar a pobreza do país com a herança do colonialismo. Só um presidente incompetente é que não percebe que a democracia e a liberdade de expressão estão além dos jornais e das associações da sociedade civil politicamente controladas, só um incompetente é que não percebe que o povo não precisa que alguém venha do estrangeiro para lhe dizer que aquele burburinho na barriga não é lombriga mas fome. Só um incompetente insensível não percebe que a fome se sente como o frio e a dor.

O discurso do Presidente revelou o homem por detrás daquela voz insegura e permitiu perceber o porquê da crise de gestão e de liderança do país. O discurso revelou um presidente amarrado ao
passado, completamente falho de ideias para o futuro e,definitivamente, agarrado ao poder como uma criança à primeira bola.Esse discurso revelou um Presidente que já não é capaz de compreender o seu povo, que fala sozinho e apenas para encher o seu ego, que prefere viver rodeado de mentiras e de mentirosos que o fazem acreditar que é um ser iluminado, este discurso revelou um presidente que não tem capacidade para perceber que está na hora de partir para dar alguma esperança a esse país. O discurso do presidente revelou um homem que não se envergonha por ver gente morrer a fome, jovens sem esperança, famílias sem futuro, e prefere racionalizar a pobreza com
discursos demagogos que já nem Fidel aceita proferir.

Depois de tantos anos a governar, José Eduardo dos Santos já não se devia preocupar com o presente, devia pensar no futuro, num futuro sem ele por cá, por força da lei da natureza e das rezas que várias
famílias vêm fazendo para que ele vá embora, vivo ou morto. Depois de tantos anos, em que a paz foi o seu maior feito e nos devia fazer esquecer a fome que sentimos, José Eduardo dos Santos devia lutar para deixar um legado que lhe permitisse ser lembrado como um homem de bem.Mas, como fizeram com a independência, José Eduardo tem sido capaz de transformar a paz numa coisa má. E, assim como os nossos pais ficaram com saudades do colonialismo quando viviam independentes, ele faz-nos
ter saudades do tempo da guerra, porque naquele tempo parece que vivíamos melhor.

Quando José Eduardo dos Santos já não estiver cá entre nós, além do júbilo silencioso das nossas almas, a história do país será reescrita,a sua imagem será arrancada com raiva e alívio dos gabinetes pomposos dos bajuladores do sistema, a sua imagem será retirada do bilhete de identidade e do nosso dinheiro, a universidade do planalto deixará deter o seu nome, a sua mãe perderá o nome do hospital em Viana, a sua esposa também, o seu pai deixará de ter o nome numa rua, a sua filha primogénita perderá os seus bens a favor do povo, a outra deixará de ser presidente do Benfica e quase dona da TPA, os outros podem continuar a cantar, mas só iremos comprar os discos se forem bons, e não haverá ministras da cultura a elogiar, se forem uma porcaria,ninguém lhe vai fazer estátuas e mausoléus, os seus seguidores vãocomeçar a falar mal dele, contando os segredos bem guardados do regime, e ele será visto pela história como o homem vazio e ultrapassado e incompetente que hoje revelou ser. Depois da longaguerra civil, José Eduardo será lembrado como um dos maiores males do país.

Perante o quadro do país que ele próprio reconheceu, e tendo em conta a falta de resultados dos seus inúmeros programas, o mais sensato e democrático seria o Presidente José Eduardo assumir publicamente que não é capaz de fazer melhor e ir embora. Como diziam os gregos,ninguém dá o que não tem, e a verdade é esta: José Eduardo dos Santos já não tem (se calhar nunca teve) capacidade política e de gestão para levar esse país aos níveis de desenvolvimento que possibilitem uma
vida melhor a quem aqui vive, principalmente a juventude. Não tenhamos ilusões, os gregos têm razão, ninguém dá o que não tem.

Foi de um cinismo escandaloso a ideia de usar os nomes de Agostinho Neto e António Jacinto para justificar a pobreza. Tenho muitas dúvidas que tenha sido o Mena Abrantes a escrever aquele discurso, sou dos que também acha que foi o próprio que escreveu, e só por isso hoje se mostrou como verdadeiramente é. Mas ele não percebeu que discursos desses já não servem para nada, já não passam pela crivo da juventude e já não servem para iludir a fome que sentimos há mais de trinta anos, e a falsidade demagoga como soaram as passagens poéticas daqueles dois homens, mostram bem o distanciamento de um ditador e de um verdadeiro líder.

É verdade que não há país no mundo em que não haja corrupção, mas o Presidente se esqueceu de dizer que são poucos onde a corrupção chegou ao nível do nosso país e se tornou tão endémica. Ele explicou de onde vem a pobreza, mas esqueceu de explicar de onde veio a riqueza dos seus filhos. Se calhar no congresso do partido vai aparecer a dizer que Angola não é o único país do mundo onde os filhos do presidente e os seus amigos ficam ricos do dia para a noite. Ele disse que não tem vinte biliões de dólares em bancos estrangeiros, mas não foi capaz de dizer quanto é que tem e como o conseguiu. E a tirada dos fantoches?Será que ele ainda não percebeu que, a partir da sua casa e terminando no seu partido, ele está completamente cercado de fantoches? E que é ele que alimenta os fantoches? Olhemos para o MPLA. Para a velha e a nova geração. Já não falemos de Dino Matrosse, Kwata Kanawa e Rui
Falcão, mas é com homens como Bento Bento, Bento Kangamba, o tal de Jesuino, jovens como Luther Rescova, o Norberto Garcia, o demagogo João Pinto que ele conta desenvolver esse país?

Lembro que uma vez o camarada Lúcio Lara chorou em plena Assembleia Nacional quando se discutia a atribuição da vice-presidência a Jonas Savimbi, e na altura, entre lágrimas amargas, se perguntava como era possível que intelectuais da craveira de Jaka Jamba eram capazes de seguir um homem que queimava pessoas na fogueira. Hoje, com as mesmas lágrimas no coração, pergunto-me como é possível que homens como Roberto de Almeida, Dino Matrosse, Paiva Nvunda, Ferreira Pinto, se
humilhem perante um ditador e cheguem a chorar de medo quando falam no seu nome? Como é possível que mulheres como Ângela Bragança, Rosa Cruze Silva, Suzana Inglês, Luzia Sebastião, intelectuais como Pitra Neto,Carlos Feijó, Rui Ferreira, Gigi Fontes Pereira, Bornito de Sousa,Adão de Almeida, Cremildo Paka, Manuel Vicente, Políticos como Nandó, Higino Carneiro, Kassoma, e tantos outros, sejam capazes de estar a o lado, bater palmas, e integrar um partido e o executivo dirigido por
um homem como esse? Como disse chorando na altura Lúcio Lara, «só pode ser feitiço». Talvez não o feitiço tradicional de Savimbi, mas o feitiço do dinheiro e do poder. Ou talvez, como eu até ontem, eles
continuem ainda com a venda nos olhos e continuem a ver naquele presidente o homem que eu via quando era criança e ingenuamente acreditava no futuro nas mãos de um génio incompetente.

Categorias:Discurso, Política

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